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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Religião: Indígena - Débora Moreira


Matéria por Débora Moreira
Edição final por Débora Moreira

    As religiões nativas são chamadas de xamanismo ou animismo. Compreendemos como religiões nativas aquelas de pequena escala como tribos e culturas indígenas. Cada nação indígena possuía crenças e rituais religiosos diferenciados. Porém, todas as tribos acreditavam nas forças da natureza e nos espíritos dos antepassados.
Imagem: Ilustração de um pajé em xamanismo.
     Os indígenas temiam ao mesmo tempo um bom Deus – Tupã – e um espírito maligno, tenebroso, vingativo – Anhangá, ao sul e Jurupari, ao norte. Algumas tribos pareciam evoluir para a astrolatria, embora não possuíssem templos, e adoravam o Sol (Guaraci – mãe dos viventes) e a Lua (Jaci – nossa mãe). Para estes deuses e espíritos, faziam rituais, cerimônias e festas. O texto sagrado era citado oralmente, porque contar e ouvir uma história sagrada exercita a memória e grava o texto no coração de cada um. O pajé era o responsável por transmitir seus conhecimentos aos habitantes da tribo. Além de ser um líder espiritual possuía a função de curandeiro.
    O culto dos mortos era rudimentar. Algumas tribos incineravam seus mortos, outras os devoravam, e a maioria, como não houvesse cemitérios, enterrava seus cadáveres na posição de fetos junto com os objetos pessoais, em grandes potes de barro (igaçabas), encontrados suspensos tanto nos tetos de cabanas abandonadas como no interior de sambaquis. Os mortos eram pranteados obedecendo-se a uma hierarquia. O comum dos mortais era chorado apenas por sua família; o guerreiro, conforme sua fama, poderia ser chorado pela taba ou pela tribo. No caso de um guerreiro notável, seria pranteado por todo o grupo.
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