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segunda-feira, 22 de agosto de 2016

História: Povos Indígenas - Débora Dulcésil e Yngrid Mariane Ataíde


Matéria por Débora Dulcésil e Yngrid Mariane
Edição final por Débora Dulcésil
    A presença dos índios no território brasileiro é muito anterior ao processo de ocupação estabelecido pelos exploradores europeus que aportaram em nossas terras. Segundo os dados presentes em algumas estimativas, a população indígena brasileira variava entre 3 e 5 milhões de habitantes. Entre essa vasta população, observamos o desenvolvimento de civilizações heterogêneas entre as quais podemos citar os xavantes, caraíbas, tupis, jês e guaranis.
       Sabe-se hoje por meio das pesquisas já realizadas nos campos da historiografia e da antropologia, que os povos indígenas não são originários da América, embora estejam há muitos milênios nestas terras e portanto é indubitavelmente aceitável que recebam o nome de povos originários. A hipótese mais aceita entre os estudiosos do ramo, é aquela na qual afirma, que os povos indígenas são originários do continente asiático mais precisamente do território onde se situa a Mongólia. Chegaram a América devido a grande era glacial que possibilitou a formação de um caminho que interligava a Sibéria e o Alasca, este ficou conhecido como estreito de Bering, ou Beringia, território que possibilitava, o caminhar dos povos entre os dois continentes.
         É bem provável que as primeiras civilizações indígenas a se tornarem tipicamente nativas, tenha sido a civilização dos Inuit, conhecidos também como esquimós. Essa civilização ainda vive em regiões como o norte do Canadá, Groenlândia e Alasca. Logo foram se espalhando pelo território continental. Duas das causas mais aceitas estão a busca por alimentos e as questões climáticas, estas que muito influenciaram para os futuros deslocamentos destes povos em grandes grupos de pessoas.
        Ao longo desse processo, também teria ocorrido a diferenciação linguística e social que deu origem aos troncos indígenas Macro-Jê e Macro-Tupi. Deste último, entre os séculos 8 e 9, originaram-se as nações Tupi e Guarani. São as que mais se destacam nos últimos 500 anos da História do Brasil, justamente porque tiveram um contato mais próximo com o homem branco.
          Na chegada de Pedro Álvares Cabral, em 1500, os tupis ocupavam a região costeira que se estende do Ceará a Cananeia (SP). Os guaranis espalhavam-se pelo litoral Sul do país e a zona do interior, na bacia dos rios Paraná e Paraguai. Em outras regiões, encontravam-se outras tribos, genericamente chamados de tapuias, palavra tupi que designa os índios que falam outra língua.

Caminho até as Américas
          É importante frisar que essas correntes migratórias não apresentaram apenas um caminho linear para os deslocamentos através do continente, mas três ramificações deste lento e gradativo processo. O primeiro ladeando a região dos Andes até a Patagônia dando origem aos Incas e aos Tehuelches; O segundo entorno da Venezuela até aproximadamente as Guianas, dando origem aos Ianomâmis e Aruaques; O terceiro transpõe os Andes à altura da Colômbia indo até o Brasil, abrindo caminho para um movimento de enorme amplitude: “braço colonizador é o braço de toda a diáspora do homem pleistocênico pela América Meridional” (Aziz Ab´Sáber, ''Problemas das Imigrações Pré-históricas na América Latina'', In Anais do Simpósio de Pré-história de NE Brasileiro, pg 11-15).
         Um Aspecto de suma importância é destacar a formação destas civilizações, algumas delas se tornaram tribos especializadas em caça e coleta, devido as necessidades constituídas pelo ambiente no qual elas viviam, adotandoposteriormente o uso de animais domésticos. Outras como por exemplo as civilizações ribeirinhas das ilhas americanas e as que viviam no território amazônico se adaptaram ao uso das canoas para se locomover e desenvolver as técnicas provenientes da pescaria.
       No entanto, algumas civilizações se desenvolveram ao ponto de se tornarem verdadeiros impérios, como foi o caso dos povos Maias, Astecas e principalmente os Incas que comprovadamente se constituíram a potência da época. Estes construíram cidades complexas com grandes centros comerciais e redes de saneamento, além de possuírem uma sociedade extremamente hierarquizada que tinham como Chefes sacerdotes e guerreiros no em um alto escalão, e no topo da hierarquia estava o imperador. Calcula-se que em Cuzco existiam cerca de 60 mil habitantes em 1532, isto é, quando os europeus chegaram.
         Estes povos foram o motivo de um verdadeiro espanto causado aos colonizadores, que em um primeiro momento não possuíam uma definição para aquilo que estavam vendo naquele momento, pois segundo a concepção destes homens, a Europa era o centro do mais puro conhecimento e desenvolvimento mundial, sendo os outros povos não europeus, reconhecidos por estes como bárbaros pertencentes a raças inferiores. Estas que eram concepções construídas a partir de um pensamento oriundo de uma identidade europeia unificada e tendo como base a instituição mais poderosa do mundo, isto é, a igreja católica que conseguiu abranger os diferentes povos europeus a um aspecto comum, ou grande parte deles. Em linhas gerais aqueles que não eram Caucasianos e católicos eram tidos como inimigos da mesma, apelidados de Hereges, infiéis, ímpios e etc.
         Porém e mais aceito se basear na teoria de que ao se encontrar com os índios, os europeus recém-chegados pensaram ter encontrado uma espécie de paraíso terreno e aqueles indivíduos que eram por eles avistados eram dignos da mais pura inocência, sem quaisquer resquícios de malícia, e portanto eram seres mistificados.
         Contudo, o europeu dotado de uma visão característica do mundo ocidental, logo procurou de realizar tentativas de conversão destes povos ao catolicismo romano, pois mesmo que estes sejam puros ainda não conheciam o verdadeiro Deus.
         No entanto, quando os europeus descobriram a riqueza dos metais preciosos que aqui existiam, não tardaram em reconhecer povos originários como inimigos e a partir daí praticar todos os tipos de torturas e represálias.
         Os povos nativos gradativamente vão sendo obrigados a adotar as práticas e crenças europeias, tendo que abandonar as suas convicções, mas, isto não necessariamente aconteceu sem resistência, ou pode-se afirmar que nem mesmo aconteceram em certas ocasiões, porque os indígenas demonstrando imenso desenvolvimento intelectual com relação aos seus colonizadores, utilizaram do método da simulação para resistir.

Fonte: Acesso do site Academia no dia 21/08/2016 as 15h34min.
Acesso do site Ebah no dia 21/08/2016 as 15h50min.
Acesso do site Uol Educação no dia 21/08/2016 as 15h57min.
Acesso do site Só História no dia 21/08/2016 as 17h00min.
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