Matéria por Ronald Buriti
Edição final por Ronald Buriti
O conceito de verdade do africano, assim como o indígena, está ligado totalmente a união, seguindo a linha de
pensamento Umbutu, que seria, a filosofia africana que trata da importância da aliança e do
relacionamento das pessoas, umas com as outras. Essa linha de pensamento mostra respeito uns pelos
outros, ela pode ser interpretada como uma regra de conduta. Esse pensamento é defendido por quase
todas as religiões africanas. Os africanos acreditam que a união seja a base de um povo forte.
As sociedades indígenas e africanas eram baseadas em muitos mitos, como por exemplo o Tucumã
(nascimento da noite), que dizia: A noite não existia, pois ela estava presa dentro do coco de
Tucumã (palmeira) guardado por uma serpente com características humanas e poderes sobrenaturais.
Como a filha dessa serpente queria consumar o seu casamento, era necessária a liberação da noite para
que ela pudesse se deitar. O esposo dela enviou três índios para buscar o objeto, só que no meio do
caminho, eles começaram a escutar ruídos de sapos e grilos e a curiosidade fez com que eles abrissem
o fruto.
O dia escureceu e a filha da serpente tentou descobrir um jeito para separar a noite do dia. Quando
surgiu a Grande estrela da Madrugada, ela criou o pássaro Cujubim afim dele cantar para nascer a
manhã. Após isto, criou o pássaro Inhambu para cantar afim de nascer a tarde até que surgisse a noite,
e também fez outros pássaros para animar o dia. Os índios foram amaldiçoados e se transformaram
em macacos de boca preta. Além da filha da serpente, todos os seres puderam dormir.
Esse tipo de mito, buscava trazer uma lição, ou uma moral, para que os indígenas seguissem as "regras" daquela tribo.
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